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  • Thomaz Bignotto

6 rituais funerários diferentes ao redor do mundo

A morte é universal, e toda sociedade e suas religiões têm uma maneira única de lidar com ela. Esses rituais de morte revelam muito sobre uma cultura, e o que as pessoas valorizam e acreditam.


1 - A Transição para a morte na Africa


Nas religiões da África, a vida não termina com a morte, e sim continua em outro plano. Os conceitos de vida e morte não são mutuamente exclusivos, e não existem linhas de divisão claras entre eles.


Para eles, a jornada para o mundo dos mortos tem muitas interrupções, então se os ritos funerários não forem feitos de modo correto, o falecido pode voltar e incomodar os parentes vivos.


Por isso, muitos povos africanos têm o costume de remover o cadáver através de um buraco na parede de sua casa e não através da porta. Depois, geralmente o caminho até o cemitério é feito em zigue-zague.


Desse modo, se torna mais difícil para a pessoa morta lembrar o caminho de volta para os vivos. Após a passagem, o buraco na parede então é imediatamente fechado.


2 - O funeral de jazz de Nova Orleans


Esse tipo de funeral é típico de Nova Orleans, Louisiana: um desfile funerário barulhento e com muito jazz.


Essa mistura entre tradições africanas, francesas e afro-americanas fazem com que os funerais em Nova Orleans atinjam um equilíbrio único entre alegria e tristeza.


Os familiares então são conduzidos por uma banda, que toca músicas tristes no início, mas depois que o corpo está enterrado eles mudam para uma versão mais otimista, com muita música e dança.


3 - Enterro do céu na Mongólia e no Tibete


Muitos budistas Vajrayana na Mongólia e no Tibete acreditam na continuação dos espíritos após a morte. Para eles a alma continua, enquanto o corpo se torna um vaso vazio.


Então, para devolvê-lo à terra, o corpo é cortado em pedaços e colocado em uma montanha, desprotegido, para que ele possa se fundir aos elementos da natureza.


Essa é uma prática realizada há milhares de anos e cerca de 80% dos tibetanos ainda a escolhem.


4 - Pérulas sul-coreanas


Na Coreia do Sul, por causa da diminuição do espaço nos cemitérios, a cremação tornou-se muito popular, porém as famílias nem sempre optam por manter as cinzas.


Em vez de armazenar as cinzas de seus parentes cremados em uma urna, os sul-coreanos optam por transformar os restos de entes queridos em pérolas brilhantes.


Atualmente várias empresas fazem esse trabalho, e as pérolas podem ser produzidas em cores diferentes, incluindo azul, verde, rosa e preto. Esse processo custa cerca de R$ 3000.


5 - Cremação em Bali


Na tradição balinesa, a cremação libera a alma para que ela seja livre para habitar um novo corpo. Fazer isso ao falecido é considerado um dever sagrado para as pessoas.


Em geral, o falecido é enterrado logo após a morte. Depois, quando a cerimônia de cremação é decidida, o morto é novamente removido da sepultura.


A cerimônia da cremação é composta por três dias de festa. O primeiro é usado para purificar o cadáver da cabeça aos pés com água benta. O segundo para elaborar as ofertas, e o terceiro é a incineração. O corpo é então colocado em uma torre funerária, que pode ter até 12 metros de altura, dependendo da riqueza da família e de sua casta.


6 - Caixões fantasia de Gana


Em Gana, acredita-se que a morte é o início de uma nova vida, e por isso o falecido deve receber um ritual feliz e entusiasmado. Nessa recente tradição de Gana, as pessoas aspiram a serem enterradas em caixões personalizados, que podem representar seu trabalho ou algo que amaram na vida.

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